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  • diegooliveira15

Minha primeira vez em Kiev.


Ainda consigo recordar-me da primeira vez que estive em Kiev. Eu era intérprete e estava acompanhando um grupo de brasileiros na região. Depois que retornaram ao Brasil, resolvi ficar mais alguns dias para ver a cidade com meus próprios olhos da época, ou seja, com os olhos de um rapaz de vinte e sete anos, que vinha estudado o mundo eslavo oriental desde os vinte e que dificilmente no decorrer desses sete anos pensaria em estar na célebre cidade do Leste europeu.



Segundo as escrituras, estipula-se que Kiev tenha mais de 1200 anos, tendo sido fundada por três irmãos e uma irmã: Kij, Shek, Khoriv e Lybed. A cidade foi batizada em homenagem ao mais velho, Kij e teve seus momentos de glória, entre os séculos IX e XII como capital da Rus, nome atribuído às terras dos eslavos do Leste, grupo étnico que compreende o que hoje conhecemos como bielorrussos, russos e ucranianos. Importante rota comercial, por ali transitavam escandinavos, bizantinos, eslavos e até mesmo árabes. Em 988, o príncipe Vladimir aceitou o cristianismo ortodoxo de Bizâncio iniciando incorporando não somente a religião cristã, mas absorvendo um modelo de representação escrita para a língua eslava fala então, o que permitiu o registro escrito de obras importantes que registram momentos importantes da história daquele povo.

Se eu fechar os olhos agora, ainda consigo ver o monumento a Vladimir, imponente, na parte alta da cidade às margens do rio Dnepr.


Impossível não pensar naquele ano de 2009, agora, quando estamos diante da invasão russa ao território ucraniano. Lembro-me de cada passo pela rua Khreshatik, pela Maidan Nezalezhnosti (Praça da Independência), pelo mosteiro de Kiev Pechersk. Um dos lugares onde melhor me senti na Ucrânia. Um dos lugares que nunca esquecerei.


É difícil, para mim, ver Rússia e Ucrânia em um conflito como esse

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